Maternidade pode deixar as mulheres mais produtivas

Tree Diversidade alerta para o viés inconsciente que acaba prejudicando as mães no ambiente corporativo

No Mês das Mães, a Tree Diversidade, consultoria brasileira especializada na educação e promoção de diversidade de gênero, reforça a importância da sociedade e do mercado corporativo romperem com os vieses inconscientes relacionados à mulher e à maternidade, que seguem prejudicando suas vidas pessoais e profissionais. Em muitas sociedades, se perpetua uma crença coletiva e inconsciente de que mulheres que têm filhos são menos produtivas no ambiente de trabalho; muitos comentam que a mulher, após a maternidade, priorizará os filhos, faltará muito ao emprego para levá-los ao médico, não entregará os trabalhos em dia, não desempenhará suas funções profissionais como antes, e, até mesmo, optará por se dedicar somente à maternidade.

Muitos são os rótulos que assolam as mulheres quando já estão no mercado de trabalho e decidem ser mães. “Esses estereótipos prejudicam a mulher e criam um clima muito desagradável na empresa, pois outras colegas, por conta de ditos comportamentos, começam a se sentir inseguras, ameaçadas e até mesmo tolhidas para mencionar à liderança que desejam ser mães”, afirma Mariana Deperon, sócia- e CEO da Tree Diversidade.

Há diversos estudos que comprovam que os clichês ligados à maternidade são muito prejudiciais à funcionária e às empresas, desfavorecendo um ambiente de oportunidades iguais a homens e mulheres, gerando mais diferenças salariais e obstáculos para que colaboradoras do sexo feminino alcancem a liderança. Em contrafluxo a esses comportamentos, já se atestou por meio de pesquisas que, com a maternidade, as mulheres se tornam mais produtivas.

No levantamento do banco americano Federal Reserve Bank of St. Louis, chamado Maternidade/ Paternidade e Produtividade de Mão de Obra Altamente Qualificada (Parenthood and Productivity of Highly Skilled Labor), de 2014, conclui-se que mães são mais produtivas, em especial, àquelas com mais de um filho. A pesquisa analisou cerca de 10 mil mulheres por um período de 30 anos e revela que, ao retornarem à força de trabalho, elas concentram-se no que aprenderam ao serem mães e impulsionam as carreiras, ajudando a melhorar os negócios.

“A maternidade é muitas vezes uma decisão da mulher e do seu companheiro/companheira, cabendo a ambos decidir pela melhor organização da família, dos cuidados com o bebê, buscando uma rede de apoio para que continuem com suas carreiras profissionais, se assim for por eles desejado”, menciona Mariana. “Muitas mulheres, quando engravidam, estão no auge de suas carreiras e almejam, ao final da licença, continuar a trabalhar e ascender profissionalmente, desempenhando todos os papéis que desejarem e ambicionando posições mais sêniores e remunerações compatíveis”, emenda a sócia-fundadora da Tree Diversidade.

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